quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Othelino Neto: o projeto de cacique partidário que fracassou

Othelino Neto desembarcou no PSB com um plano claro: transformar o partido em seu feudo político. Agiria como um interventor informal, enquanto sua esposa comandaria oficialmente a sigla no Maranhão.

A primeira investida, porém, foi um fracasso retumbante.

Othelino promoveu expulsões seletivas dentro do partido e tentou manter a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, politicamente amarrada ao PSB. O objetivo (ou sonho) era evidente: ser o líder dela na Alema e, assim, massagear seu ego.

O resultado foi imediato e constrangedor. A Justiça anulou todas as expulsões.

Veio então o segundo revés. Os dinistas, liderados por Othelino, tiveram de recuar e negociar a saída de todos os governistas do PSB. Caso contrário, a oposição correria o risco de ficar sem voz, sem comissões e sem espaços no Legislativo, um custo político alto demais para sustentar o delírio de controle.

A primeira investida de Othelino no PSB não passou de um projeto de ditador mal-sucedido. Desaprendeu a fazer política, confundiu articulação com imposição e força com autoridade.

O saldo é claro: mais uma derrota dupla de Othelino Neto para Iracema Vale na política e na Justiça.

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