Esse comportamento tem incomodado setores acostumados a outro tipo de presidência na Assembleia Legislativa. Para alguns, ainda é difícil aceitar uma mulher comandando o parlamento maranhense com mão firme, estabelecendo limites, conduzindo votações e exercendo autoridade sem pedir licença.
O resultado foi inevitável: Iracema ganhou destaque. Deixou de ser apenas uma liderança interna do Legislativo e passou a ocupar espaço no debate político mais amplo do Estado.
A presidência da Assembleia, sob seu comando, não se tornou um cargo protocolar. Iracema preside, decide, pauta e arbitra conflitos. Não atua como figura decorativa nem como instrumento de interesses alheios. Essa postura fortaleceu a instituição, mas também ampliou resistências.
Mesmo sob ataques públicos e articulações de bastidores, ela não recuou nem adotou discurso de vitimização.
Preferiu a institucionalidade como resposta, caminho que, paradoxalmente, elevou ainda mais seu peso político. Além disso, Iracema conseguiu algo raro: demonstrar lealdade política sem abrir mão de autonomia. Sustenta alianças, dialoga com diferentes campos, mas preserva a independência da Assembleia.
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