Os parlamentares respondem a uma denúncia recebida em março pela Primeira Turma do STF, que apura os crimes de organização criminosa e corrupção passiva. Trata-se do primeiro processo envolvendo supostos desvios de emendas a ser analisado pela Corte após o início de um movimento por maior transparência na destinação desses recursos federais. Todos os acusados estão atualmente fora do exercício do mandato.De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria negociado o pagamento de R$ 1,6 milhão em propina em troca da destinação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares ao município maranhense. O valor representaria 25% do total das verbas.
As investigações da Polícia Federal apontam ainda que o agiota conhecido como Pacovan, ligado a Maranhãozinho, seria o responsável por cobrar a suposta propina do então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio Nunes. Em buscas realizadas na residência de um dos investigados, a PF encontrou um documento com os nomes dos parlamentares e a porcentagem que cada um supostamente receberia no esquema.
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